Barbie Killers
  

Fazia tempo que eu não via uma revista feminina se mostrar tão machista. Já estava até esperançosa de que as coisas fossem mudar, mas uma matéria chamada 10 coisas para você parar de esperar do seu parceiro - Veja a lista que revela tudo que ele NÃO vai fazer, da revista Claudia do mês de junho de 2008 me fez mudar de idéia. Entre outras bobagens, dois tópicos especificamente me chamaram a atenção:

 (pare de esperar do seu parceiro) Solidariedade para pitis, TPM, menopausa e outras oscilações hormonais

Colocar TPM, menopausa e outras oscilações hormonais na mesma categoria de "pitis" foi hiper, ultra, megamachista. Oscilação homonal é coisa muito séria, e a mudança de humor nessas situações é comum e justificável.

O "piti" é simplesmente um descontrole emocional de pessoas que levaram poucas palmadas na infância (muuuuito poucas) e se acostumaram a ser atendidas na base do grito ou do choro. É uma maneira imatura de comunicar que não sabem lidar com determinada situação. Algumas Barbies lutam tanto pra se encaixar no modelo de mulher-padrão imposto, que assimilam até os defeitos-padrão como um modo de se sentirem adaptadas.

É CLARO que há mulheres que se aproveitam desses períodos de oscilação hormonal para justificar atitudes infantis, mas não é certo colocar todas as mulheres no mesmo saco. Além disso, descontrole emocional não é exclusividade feminina, não vem no nosso DNA, não pode ser justificado só pelo fato de sermos mulheres. Quem nunca viu um homem dar chilique porque o computador deu pau que atire a primeira pedra.

E outra: por que não esperar solidariedade para épocas de oscilações hormonais? Será que toda mulher deve perder a esperança de encontrar um homem que lhe faça uma boa massagem na época da TPM ou que lhe traga aquele chocolate que vai botar um sorriso de volta no seu rosto? E mesmo no caso de pitis que chegam disfarçados de oscilações hormonais, será que é impossível encontrar um parceiro compreensivo, maduro, que seja capaz de dar boas risadas e mostrar à mulher o quão imatura ela está sendo? Devemos desistir de encontrar homens solidários e legais, que nos ajudem a crescer? Que porcaria de conselho é esse?

(pare de esperar do seu parceiro) Atenção e carinho em dias de decisão de campeonato.

Quem disse que as mulheres também não gostam de ver a decisão do campeonato? Será que elas não podem compartilhar com o namorado ou com o marido essa diversão? Ah, desculpe, eu tinha me esquecido a velha máxima que aprendi no Jardim de Infância: "mulher não gosta de futebol; homem não gosta de novela".

Francamente!



Escrito por Blaithin De Bríd às 18h52
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A vida é um Photoshop

Johnny Pinguela


Juliana Paes é uma das cem pessoas mais lindas do mundo. Exemplo de beleza latina, perfeição de sambistas, sonho dos mulheristas praticantes. Juliana fez fotos para uma campanha de cerveja. Posou de costas, segurando um copão vazio, com rosto maquiado e fio-dental negro. As fotos brutas vazaram e pasmem: Juliana Paes não é de verdade. Tem manchas, estrias, chupões. A deusa é um poltergeist inventado no Photoshop. Agora existem duas Julianas na mídia: a boa da cerveja e a má da verdade. Entre uma e outra, Juliana, claro, ficou com a boa. Ameaçou processar, largar tudo, fugir para dentro do computador e ficar lá. O bem venceu e aos poucos a imagem de Juliana voltou a ser cem.


Goebbels, o Duda Mendonça do Hitler, disse que uma mentira contada mil vezes vira verdade. Então, as Julianas de carne, osso e estrias estão condenadas ao amargor. Não valem a pena, a vez, o copo de cerveja. Onde vai parar isso? Não vou comparar com belezas de décadas passadas, mas do verão passado. As versões do Photoshop e afins são atualizadas semestralmente. Cada um com mais recursos mágicos. É preciso limpar a imagem, esconder a falha, dissolver a pinta de herança e lipoaspirar a alegria genuína para ser feliz.


A Kelly Key original parece a empregada doméstica dela mesma. Uma verdadeira Kelly Xi que tem que ser colorida, inflada e cortada para parecer key-rida. Outro dia, cruzei com uma dessas Kelly cover. É moça ainda e já está turbinada, photoshopada e grifada com Diesel, Gap e Osklen. Ao que me referi à Osklen, a moça riu de minha pronuncia errônea. Se risse de sua origem lusitana, altura ou cultura rala, vá lá. Mas eu mexi com Osklen e tive o que merecia. A moça me tachou de ignorante de grifes e pouco viajado. Daí fiz uma bobagem: retruquei. Perguntei quantos países fazem parte da América do Norte. A viajada estufou o peito siliconado e disparou “dois”. Os dois brancos descolados, cool como butiques Dolce & Gabanna. O México sujo, bronzeado, foi jogado no saldão de ofertas que são a América Central e aqueles povos mais ao sul do horizonte cool.












Escrito por Blaithin De Bríd às 15h24
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   Contrato no Universo Paralelo é assim...



Escrito por Blaithin De Bríd às 18h10
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   Números sobre mulheres

Ontem foi lançado o SNIG – Sistema Nacional de Informações de Gênero. Na “era da informação” ter dados estatísticos sobre as realidades das mulheres brasileiras é um avanço, sem dúvida, mas pode virar adorno se não servir para a criação das mais diversas políticas públicas que visem diminuir ou até (sonho meu) acabar com a diferença de gênero.

Alguns desses números já eram de conhecimento público, mas agora fazem parte do SNIG, criado numa parceria entre o IBGE, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem). O sistema foi desenvolvido de acordo com orientações da ONU para que os dados sejam comparados com os de outros países.

Alguns exemplos:

-         Segundo os dados do Censo 2000, 49% da população brasileira era composta por homens e 51%, por mulheres;

-         Em 2000, o Brasil tinha 86,3 milhões de mulheres que representavam boa parte da força de trabalho no país;

-         Entre 1991 e 2000, a contribuição média do rendimento da mulher chefe no rendimento familiar cresceu cerca de 56%, passando de 24,1% para 37,7% no período.

-         De 1991 para 2000, os domicílios chefiados por mulheres aumentaram quase 37%, passando de 18,1% para 24,9%.

-         As mulheres chefiavam domicílios com melhores condições de saneamento básico; eram mais escolarizadas; viviam mais e representavam a maior parcela entre a população idosa no país.

-         Apesar de mais escolarizadas do que os homens, as mulheres tinham, em média, rendimento 30% menor do que os homens e, na grande maioria das vezes, trabalhavam em atividades precárias, de baixa qualificação e mal remuneradas.

-         Dados do Censo apontam que elas têm se concentrado em ocupações consideradas extensões da vida doméstica.

-         A análise da taxa de atividade mostra que, em 2000, apenas 44,1% das mulheres estavam no mercado de trabalho. O maior nível de atividade feminina se concentrava entre as que tinham entre 25 e 49 anos de idade, faixa que apresentou a maior variação entre 1991 (45,3%) e 2000 (61,5%). 

-         Em relação às mulheres, o destaque é o trabalho doméstico ou o trabalho sem remuneração que, juntos, somam quase 28% da população ocupada feminina.

-         Atualmente, 64% dos estudantes que concluem curso superior pertencem ao sexo feminino. “Mas ainda vai levar um bom tempo para que isso se reflita no mercado de trabalho, onde impera o que chamamos de ‘teto de vidro’: as mulheres chegam a um determinado ponto da carreira e dali não passam”, afirmou a ministra Nilcéa Freire. 

  Todas as informações do SNIG já estão disponíveis na internet (é preciso baixar o programa) a partir do endereço www.presidencia.gov.br/spmulheres

Escrito por Sartaris às 10h14
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Neste último Dia das Mães, como acontece todo ano, os jornais, revistas, as TVs e mesmo a Internet foram inundados de artigos sobre maternidade. A maioria deles sempre repetindo a mensagem de que "ser mãe é o máximo, toda mulher tem que ser mãe, seja mãe você também!". Isso me faz pensar naquelas milhares de mulheres que não querem ter filhos e que têm que enfrentar uma multidão de opiniões contrárias, comentários chatos, forçações de barra da família, das amigas, do namorado porque simplesmente não querem seguir o "protocolo universal das mulheres".

É incrível como se fala muito de maternidade, mas tudo que se fala sobre esse assunto ou é 8 ou é 80. De um lado as supermães, que ostentam a maternidade como um diploma por terem cumprido o protocolo social com louvor; se sentem "mais mulheres" do que as outras, adoram dar lições de vida nos outros e ficam chocadas diante de quem não quer ter filhos. Do outro, as "submães", aquelas que tiveram filhos sabe-lá-por-quê, odiaram a experiência e agora se ocupam tentando horrorizar as grávidas com dizeres do tipo "você nunca mais vai dormir na sua vida".

 

Já que ninguém falou das mãe normais, aqui vão algumas palavras sobre essa raríssima criatura:

 

As mães normais adoram seus bebês, mas de vez em quando queriam apertar o botão de "off" para poder descansar um pouco.

As mães normais raramente conseguem conciliar trabalho, casamento, afazeres domésticos e bebês. Sempre dão um vacilo numa coisa ou noutra, mas vão levando.

As mães normais não precisam se vangloriar de seus "sacrifícios" em prol dos filhos porque elas só fazem o que elas agüentam fazer.

As mães normais não esterilizam neuroticamente as coisas do bebê.

As mães normais de vez em quando se arrependem de ter engravidado. De vez em quando pensam que podiam ter mais um filho.

As mães normais de vez em quando deixam os bebês com os maridos ou com as vovós e dão encher a cara de cerveja com as amigas.

Mães normais de vez em quando perdem a paciência e têm crises de choro.

Mãe normais vão se apaixonando por seus bebês pouco a pouco, à medida em que vão descobrindo como eles funcionam e assim vão montando o seu "manual de instruções".



Escrito por Blaithin De Brid às 18h44
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   OLHA A FACA!!!

A moda é mesmo uma praga.

É como se fosse uma doença contagiosa que afeta todos aqueles que têm uma necessidade desesperada de fazer parte de um determinado grupo social, de mostrar - por meio da roupa, dos acessórios, do penteado, do celular novo e até da raça do seu cachorro - a que mundo pertencem. E tudo isso para quê, exatamente? Para não serem confundidos com pessoas do mundo dos "fora-de-moda", "dos não-populares", dos "sem-graça"? Ou para deixar estampado por todas as partes do corpo, como num outdoor, todos os seus gostos, preferências e até os seus medos para que só se aproxime quem tiver alguma afinidade com aquilo?

O que se quer evitar, entrando na moda?
O que se quer conquistar?
Mistério!...

Fato é que a moda anda passando dos limites. Saltou do armário para a mesa de cirurgia. No tempo da vovó, era moda usar sutiã com espuma. Agora, a moda é ir para uma mesa de cirurgia e implantar 300 ml de silicone em cada seio. No tempo da bisa, era moda usar corpete pra afinar a cintura e modelar a silhueta. Agora a moda é furar a pele e enfiar caninhos de ferro que sugam a gordura de um lado e colocam do outro pra arrumar tudo.

Devemos ser contra a plástica? Contra a tecnologia? De jeito nenhum.


Mas devemos ir contra a banalidade em que se transformou fazer uma operação. É uma OPERAÇÃO, mulherada, que depende de anestesia, de internação, que envolve recuperação, remédios e que pode dar errado. Afinal, médicos não são deuses. Pergunte ao Pitanguy se ele nunca errou na vida. Se alguma vez, em toda a sua carreira, nunca aconteceu de o bisturi escorregar e ele dizer: "oooops...", ficar quietinho e tentar arrumar o estrago da melhor maneira possível. É claro que sim. Não há quem nunca tenha errado nessa vida.

Resumindo, sempre há risco.

Antes de se meter numa empreitada dessas, antes de literalmente arriscar sua pele numa clínica de estética dessas da vida, deixe de preguiça e vá malhar. Depois que você consertar tudo que puder, aí pense se quer mesmo fazer cirurgia e por quê.

Conheci diversas garotas que aumentaram os seios porque tinham vergonha de usar decote e não ter nada pra mostrar. TODAS ELAS continuam NÃO usando decote depois do silicone. O silicone não foi capaz de atingir o cérebro, né? O trauma, a vergonha, muitas vezes não vão embora assim, como que por encanto, depois de uma plastiquinha básica.

Outras, fizeram o oposto. Reduziram o tamanho dos seios pra usar a roupa que quisessem sem chamar muita atenção porque tinham vergonha dos seios muito grandes, ou porque tinham problema de coluna (essa é uma questão séria). Adivinha? Continuaram se escondendo também.

Uma dessas minhas amigas,que até é uma figura famosa da televisão, sex symbol, loura, bonita, já saiu na Playboy, na Sexy e tudo mais, essa teve uma história até pior: reduziu os seios a quase nada na adolescência porque odiava ter seios grandes. Daí ficou famosa e foi considerada "gostosona" de seios pequenos mesmo (muuuuita gente acha bonito, viu? O mundo não é só das peitudas não!) só que ela começou a circular no meio das outras famosas siliconadas e pegou a doença da moda. Colocou silicone e voltou a ser peituda. Só pra não ficar fora do "esquema". Pode?

Uma boa parte da culpa dessa mania de plástica é a gente ser bombardeada dia e noite com imagens de modelos lindas e maravilhosas, todos os dias na TV, nas revistas, nos jornais. E quando essas criaturas dão entrevistas para Boa Forma, Dieta Já e outras do mesmo tipo, repetem a mesma ladainha, o mesmo discurso. As palavras nem mudam: "Como grelhados e salada, não como gordura, doces e massas. Nunca bebo refrigerante".

Você acredita mesmo nisso? Então o que elas comem e bebem quando vão às maravilhosas festas no deslumbrante Castelo de Caras? E no carnaval, naqueles camarotes privativos para celebridades? Você acha que elas tomam aguinha e petiscam um delicioso aspargo? É claro que não, galera. Elas enfiam o pé na jaca, tomam cerveja, comem batata frita, salgadinhos e CHOCOLATE, como qualquer mortal. Depois se matam de malhar. Se não der pra perder tudo malhando, adivinha? Entram na faca.

Aquilo que a gente vê na revista, aquela pele perfeita, de cor homogênea, aquela lisura toda nas coxas, aqueles cabelos brilhantes e maravihosos são fruto de MUITA maquiagem e dos maravilhosos milagres de São Photoshop (Sartaris, que também opera milagres por intermédio deste santo tão abençoado, não me deixa mentir: ele faz maravilhas!).

Há casos famosíssimos relatando os milagres de São Photoshop: o mais famoso é o da ex-jogadora de basquete, Hortência. O pessoal da Casa do Vaticano, onde se faz todos os retoques nas fotos dessas beldades, disse que nunca se usou tanta gambiarra tecnológica pra arrumar uma mulher. Reza a lenda que a bunda que aparece nas fotos nem é dela!

E quem se lembra da tal da Leca, do Big Brother II, que teve divulgadas na internet suas fotos antes do Photoshop e depois do Photoshop pra quem quisesse ver? A mulher tinha espinhas, tava toda flácida, barriguda, de olheiras e o escambau. Mas depois de passar por nosso querido programa milagreiro, ficou perfeita.

E nós, bobinhas, ficamos vendo essas fotos perfeitas e ficamos pensando que nós é que somos feias, temos celulite, temos espinhas, somos gordas, somos sem-bunda, sem-peito, etc. Ficamos nos desvalorizando, achando que temos que entrar na faca para entrar no padrão.

Pois, antes de tentar virar uma barbie, dê uma olhada nessas fotinhos singelas aí abaixo, das celulites nas pernas da Mariah Carey e na bunda da Britney Spears. Sim, daquelas garotas que  - dizem -  dançam mil horas por dia nos seus ensaios, malham feito umas loucas e se alimentam maravilhosamente bem! Elas têm celulite.


É simples de explicar: essas superstars, na verdade, são normais, têm tudo o que a gente tem, mas como são figuras públicas e ganham dinheiro por causa da aparência (ainda mais a Britney, que não canta p.... nenhuma), têm que ralar dobrado para esconder as suas "normalidades" e fingir que são de plástico.

Agora pense...

 

Se essas mulheres que fazem superdietas, malham horrores e entram na faca ainda assim conseguem ter celulite, então o que é que a gente está fazendo se preocupando em ficar igual a elas???

Sabe qual é a resposta?

BES-TEI-RA!!!!!!!  

 

 

 

   

 

 



Escrito por Blaithin De Bríd às 15h11
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   Dia da Mulher

 

Queridas mulheres,

Hoje é o nosso dia. Um dia em que ganhamos flores, muitos parabéns e vemos muitas reportagens sobre as conquistas da mulher ao redor do mundo, mas também vemos reportagens sobre as coisas que ainda não mudaram e que - na minha opinião - não vão mudar nunca se NÓS não mudarmos.

O que quero dizer com isso? Que é para sairmos por aí queimando próteses de silicone? É claro que não. O que estou dizendo é que, além dos problemas gravíssimos de sempre, de as mulheres continuarem ganhando menos do que os homens, serem vítimas de violência constantemente e tudo mais, temos um outro que quase sempre fica esquecido, mas que é a raiz de todos esses outros: o problema cultural.

As mulheres da geração das nossas mães, mesmo que sem querer, perpetuaram conceitos e atitudes machistas que estão até hoje nos atrapalhando. E se nós não tentarmos mudar isso, vamos criar os nossos filhos e filhas para serem os "machistinhas do futuro".

O tal do "isso é coisa de mulher" nos assombra até hoje. Lavar roupa? Isso é coisa de mulher! Limpar o banheiro? Isso é coisa de mulher! Cuidar de criança? Isso é coisa de mulher! Cozinhar? Isso é coisa de mulher! Quando alguma coisa dá errado? Isso é coisa de mulher.

Para que muitas dessas coisas deixem de ser "coisa de mulher", elas têm que passar a fazer parte do cotidiano dos homens. Isso só vai acontecer, quando aprendermos a delegar essas tarefas a eles sem ficar sentindo aquele orgulhinho besta, enraizado lá no fundinho dos nossos inconscientes, que nos diz que "isso, nós sabemos fazer melhor do que eles". Eles nunca vão saber fazer bem se não praticarem, errarem, se irritarem. E nunca vão praticar, errar, se irritar e enfim acertar, se nós não deixarmos e não os incentivarmos a isso.

Vamos parar com aquele discurso vaidoso de "como nós mulheres, coitadinhas, somos sobrecarregadas". Não vamos nos orgulhar desse blá-blá-blá e nos acomodar nessa posição de mártires, sofredoras. Ao invés disso, vamos fazer alguma coisa para mudar essa situação. Vamos educar nossos meninos e meninas para serem auto-suficientes, saberem se virar, saberem cuidar de suas vidas, de suas coisas, de seus corpos igualmente.

Vamos deixar nossos meninos terem o direito de ser vaidosos e vamos deixar as meninas terem o direito de NÃO serem vaidosas, se não quiserem.

Vamos mostrar aos nossos meninos que eles podem, sim, ficar fragilizados e chorar sem que isso signifique falta de masculinidade e, para as nossas meninas, que ser feminina não significa ser frágil, ter medo de tudo, ser fraquinha e boba.

Vamos mostrar aos nossos meninos que cuidar da própria roupa é muito legal, que dizer para o amigo que gosta dele não é viadagem, que gostar de futebol não é obrigação e que é normal  querer transar só com alguém que ele goste, e não com qualquer uma. Vamos mostrar às nossas meninas que saber dirigir é mole, que matar barata não é nada de mais, que saber artes marciais é muito bom, que elas não têm que virar umas barbies para serem "meninas" e que elas podem ter a mesma liberdade sexual dos irmãos delas sem deixarem de ser boas meninas.

E do nosso lado, vamos parar de repetir o comportamento das nossas mães com os nossos pais e irmãos. Vamos deixar de preguiça e aprender as coisas que não sabemos ou não nos achamos capazes de fazer (principalmente aquelas "coisas de homem") para que, a cada dia, nos tornemos mais independentes, seguras, auto-suficientes e assim possamos nunca mais precisar de uma data como a de hoje para nos fazer acreditar que somos dignas do mesmo respeito, da mesma credibilidade, da mesma liberdade que os homens têm em todos os dias do ano.



Escrito por Blaithin De Bríd às 18h17
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   Sobre o carnaval

FILHOS DO CARNAVAL
Adriana Inácio – Cientista Social

A musica ‘Garota de Ipanema’, conhecida mundialmente, tem contribuído para disseminar a idéia da mulher Brasileira como um símbolo de beleza. Ate que ponto isso é verdade é difícil de saber, porem o que é simples de se verificar é que em países de clima quente o corpo tende a ficar muito mais exposto. Conseqüentemente a aparência física tem tido um papel significativo na vida de homens e mulheres. Infelizmente, a maioria dos Brasileiros não está ciente de que vivem sob uma ‘ditadura da beleza’ se fortalece durante o período do Carnaval.


Ter um corpo bonito tornou-se a principal preocupação de muitas mulheres hoje em dia, embora as razões variam ligeiramente. Algumas querem parecer mais maravilhosas do que as amigas, outras querem atrair o mesmo sexo, e também tem aquelas que preferem fazer do corpo esculturado uma fonte de renda. Na verdade, mesmo com essas e outras tantas razões, o principal motivo para essa ‘competição do corpo perfeito’ é atrair o sexo oposto, isto é, o homem.


De acordo com uma pesquisa feita pelo cientista Britânico Gary Brase (1), do Instituto Pró-Mundo, os homens Brasileiros são considerados os mais machistas do mundo! Ele acredita que países com alta incidência de ciúmes mostram altas porcentagens de fertilidade, fazendo da paternidade uma forma de manter a mulher sob a posse masculina. Ainda na mesma pesquisa, 45,8% dos entrevistados acham que a mulher deve ser dona-de-casa e 26% acredita que homem precisa ter casos extraconjugais mesmo quando não estão passando por fases difíceis no casamento.


Com relação ao sexo casual, a revista Veja publicou um artigo mostrando que 50% das mulheres brasileiras admitiram terem tido sexo casual, embora a maioria delas diz ter se arrependido do ato. Contrariamente, os homens raramente têm algum problema com relação a encontros sexuais passageiros, sendo ainda que metade dos entrevistados dize que sexo sem ligação afetiva é melhor do que aquele tido dentro das relações.


No Brasil, uma das conseqüências do sexo casual é o alto numero de mulheres dando luz no mês de Novembro sem terem um parceiro (2). Esses recém-nascidos são chamados de ‘Filhos do Carnaval’ por terem sido concebidos no mês de Março, possivelmente durante o período do Carnaval, quando o sexo é exacerbado e a imagem (e corpo) da mulher é usado indiscriminadamente. Essas crianças crescem sem a presença do pai verdadeiro e provavelmente numa família desestruturada, vítimas da irresponsabilidade dos adultos com relação ao sexo e ao corpo.


O desfile de Carnaval é popular no Brasil por mostrar mulheres ‘quase’ nuas intituladas de ‘Musa do Carnaval’ ou ‘Rainha da Bateria’. Atualmente, essas mulheres utilizam silicones para aumentar o volume e as curvas do corpo e desfilam gloriosas entre os olhares sedentos dos muitos Brasileiros machistas.


Exibir o corpo durante o desfile de Carnaval é visto por muitas mulheres como uma oportunidade para aparecer na televisão ou assinar um contrato com alguma revista pornográfica, pois, elas sabem de antemão que serão o foco da maioria das câmeras de TV.


Como conclusão, tendo a achar que a maioria das mulheres Brasileiras ainda se comporta de maneira tão submissa quanto as gerações passadas mesmo depois de tantas mudanças ocorridas. Também sou tentada a concluir que as mulheres estão satisfazendo os desejos masculinos sem pensar nelas próprias e nem nas conseqüências de suas atitudes. Isso pode soar duro, mas a maioria das mulheres é ainda confusa com a liberdade sexual adquirida e infelizmente estão usando as conquistas alcançadas contra elas próprias e contra as crianças que elas trazem ao mundo.

Fonte: http://www.brazilianartists.net/exhibition/machismo.htm



Escrito por Blaithin De Bríd às 15h28
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   Universo Paralelo

Observando algumas pessoas que conheci, descobri que existe um determinado grupo delas que vive segundo regras sociais totalmente absurdas, num tipo de universo paralelo. Elas estão tão imersas nessas fantasias de normalidade que perderam totalmente a noção dos valores universais, da ética, do bom-senso.

Vejamos algumas das leis que regem o universo paralelo:

1 - Todo homem tem o direito de bater na sua mulher desde que:

a) Ela o provoque (ou ele suponha que ela o está provocando).

b) Ele desconfie que ela o trai (não é preciso comprovação. Basta desconfiar).

c) Ela não faça o "serviço de casa" bem-feito.

d) Ela não esteja à disposição para o sexo 24 horas por dia.

 

2 - Todo homem tem o direito legítimo de trair sua mulher quando:

a) Ele tiver vontade. Homem que não trai não é homem.

b) Desconfiar que ela o trai (não é necessário comprovação, basta desconfiar).

c) A mulher dele não tiver mais tempo para ele por estar cuidando dos 28 filhos que ele fez nela.

d) A mulher dele estiver feia, gorda, infeliz, doente ou grávida.

 

3-  Todo homem tem o direito de não ser cobrado por:

a) Chegar em casa bêbado. Macho que é macho gosta de birita e, quando bebe, perde o controle, a consciência e a memória (por isso, é obrigação da mulher perdoá-lo se ele fizer algo de errado nesse estado).

b) Gastar seu salário como quiser. Não é justo ele não poder aproveitar o dinheiro suado que ganha por ter que dividir despesas com a mulher.

c) Não ajudar a cuidar dos próprios filhos. Criar crianças é tarefa exclusiva de mulher. E ai dela se não ensinar a criança a não chorar. As duas apanham.

d) Não ajudar a cuidar da casa. Cuidar da casa é serviço para mulher. Homem que é homem não tem "talento" para serviços domésticos e nem deve ter.

e) Não tentar progredir na vida. A mulher não deve encher o saco e aceitar o seu homem burro, pobre e ignorante para sempre. Tentar ajudar é o mesmo que dizer que ele não serve para ela e que ela é melhor do que ele. E isso justifica uma surra.

 

5 - Toda mulher tem obrigação de:

a) Ser linda e gostosa para sempre, mesmo que não tenha grana, tempo ou saúde para isso.

b) Nunca reclamar do seu homem. Ela tem que dar graças a Deus por ele querer ficar com ela.

c) Ser excelente cozinheira, faxineira e amante e estar à disposição dele 24 horas por dia.

d) Ganhar menos do que o marido e ter uma profissão inferior à dele.

 

6 - Toda mulher deve:

a) Acreditar que é menos inteligente do que qualquer homem.

b) Ser muito ciumenta. Ciúme é sinal de amor.

c) Casar, tão logo seja possível.

d) Ter filhos, tão logo case (ou perceba que vai perder seu homem).

 

E para fechar, a máxima das mulheres do universo paralelo: RUIM COM ELE, PIOR SEM ELE



Escrito por Blaithin De Bríd às 17h59
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   Falácias are blond´s best friend

De onde, diabos, vem o tal do mito da loira burra? Obviamente não existe uma lei, um fato, uma razão pseudo-biológica para comprovar que “todas as loiras são burras”. Junto com o mito das loiras burras, vem o das loiras serem mais, digamos, gostosas, fogosas e fáceis.

Mitos. Falácias ou, como dizem os mais práticos, B-A-B-O-S-E-I-R-A-S... Como outras, como "mulher é frágil", "homem não chora', "crianças são boazinhas", "gatos são traiçoeiros", “todo turco é pão-duro”, “mineiro come quieto” e "palhaços são engraçados".

O fato é que uma ampla pesquisa deveria ser feita para descobrirmos a origem desse mito. Uma vez, no curso de História, uma professora disse que o mito da loira burra no Brasil estava ligado às imigrantes que aportavam por aqui vindas de além mar, sem muita familiaridade com as coisas de cá do atlântico. É uma possibilidade.

 

Mas, e então, como explicar o mito da loira burra, eternizado no cinema americano? Marilyn é o maior símbolo dessa crença. Coitadinha.... nem loira era... Norma Jean (seu verdadeiro nome) era uma legítima “brunet”... que teve que pintar o cabelo de loiro platinado para poder conquistar seu espaço em Hollywood. Por quê? Porque, como diz o nome de filme “Os homens preferem as loiras”. Blergh...

 

E a falácia, sem sabermos como começou, segue seu caminho, sendo repetida e difundida, e claro, ninguém parece discordar. Ou questionar. Uma pena....

 

Outro dia, no elevador, após ter feito minhas mexas loiras, tive o desprazer de ouvir um velho babão (tio sukita ele tinha sido quando Marilyn estreou...) dizer: - Vai ver essa cor do cabelo dela não deixa ela pensar.. (isso porque eu pedi um material que o boy estava carregando para que eu carregasse e liberasse o boy para outro serviço). Duplo machismo, duplamente falacioso: Motivo zero: eu nem loira sou. Motivo um: O mito da loira burra é furado. Motivo dois: o meu braço de mulher não vai cair porque eu carreguei duas resmas de papel.

 

Temos que acabar com essa bobagem de loira burra, mulher frágil, destino manifesto-maternidade, mulher-emocional, mulher-passional, mulher-não-sabe-dirigir, TPM. Simplesmente porque são bobagens que somadas só fazem com que nós, mulheres, tenhamos que ouvir escrotices no elevador, no trânsito, no trabalho, na night, em casa...

 

Taí, falei!

Escrito por Sartaris às 09h25
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   Coisa patética!

Leiam a matéria e respondam às questões:

 

Revista Claudia lança campanha publicitária com novo slogan

"Independente sem deixar de ser mulher" é a nova assinatura da publicação, que estréia campanha nacional em 01 de maio.

 

A Revista Claudia, a maior e mais importante revista feminina do Brasil, líder em circulação com 390 mil exemplares mensais e 2,4 milhões de leitores em todo Brasil, estréia campanha de mídia com nova assinatura para reforçar a comunicação e a aproximação com seu público-alvo, as mulheres. "Independente sem deixar de ser mulher" é o slogan da campanha, que recebeu um investimento de R$ 4,7 milhões e tem lançamento nacional programado para 1º de maio.

A campanha, criada pela agência Leo Burnett, contempla filme para TV aberta e fechada, mídia impressa, além de materiais em pontos-de-venda. Com 44 anos, a Revista Claudia pretende comunicar ao mercado publicitário que mantém a liderança do segmento em número de leitoras, segundo dados da Marplan (consolidados de 2004). Claudia é a revista que está ao lado da mulher em todos os desafios do seu dia-a-dia: família, carreira, beleza, moda, qualidade de vida. A revista fala com a mulher que consegue realizar todas as suas tarefas e ainda mantém a independência sem abrir mão do seu lado feminino.

A diretora da Unidade de Negócios Consumo e Comportamento da Editora Abril, Elda Muller, ressalta outro ponto fundamental em relação à prestação de serviços oferecida pela Revista Claudia. A publicação propõe novas soluções para os problemas e, principalmente, desperta a curiosidade feminina, estimulando a visão do seu papel no mundo. "Claudia tem a maior variedade de assuntos relevantes para a mulher de hoje. Alguém que olha o mundo, se reconhece e expressa essa atitude diante da vida", afirma Elda.

Filme - Intitulado "Palmito", o filme publicitário, com 30 segundos de duração, marca o lançamento da campanha com veiculação durante o intervalo do Fantástico (TV Globo) e prossegue até julho de 2005. O roteiro mostra uma mulher preparando uma salada, e ao abrir a lata de palmito sozinha, olha para o marido e, logo em seguida, fecha o pote e pede para ele abrir como se ela não tivesse conseguido fazê-lo, uma demonstração que pode ser independente e feminina ao mesmo tempo.

Mídia Impressa - Para a mídia impressa foram desenvolvidos quatro anúncios diferentes, intitulados "Poucas revistas têm tanta intimidade com as mulheres", que serão publicados nas principais revistas da Editora Abril, como Nova, Elle, Estilo, Boa Forma, Manequim, Bons Fluídos, Saúde, Vida Simples, Contigo! Viagem e Turismo e Casa Claudia. As peças mostram diversos perfis de mulheres lendo a Revista Claudia em momentos que demonstram uma grande intimidade entre a leitora e a publicação.

Trade - A agência produziu diferentes peças para comunicar ao trade. Serão duas campanhas, publicadas no Meio e Mensagem e Propaganda e Marketing, cujo tema principal é mostrar ao mercado que Claudia é a principal revista feminina do País para anunciar produtos às mulheres.

Estratégia de Divulgação - Para ampliar a comunicação e atingir os distribuidores nas maiores praças de circulação da revista, a marca desenvolveu uma ação de divulgação regional, que contará com a visita em diferentes estados da diretora de redação Marcia Neder, a gerente de Marketing Simone de Sousa e dos gerentes de canais Geraldo Campos e Marcia Perin. Além disso, outras 50 maiores praças receberão móbiles, display de balcão, totens, reprinte e cartazes.

Durante as visitas locais, Marcia Neder participará de programas de entrevistas voltados ao público feminino para falar sobre a Revista Claudia e sobre a mulher em geral. "A mulher de hoje possui um papel fundamental na sociedade e a Revista Claudia está inserida na vida delas", explica a jornalista.

A ação também contempla encontros com jornaleiros e vendedores de assinaturas, públicos estratégicos para a publicação, para os quais a diretora de redação levará sua experiência em editar a mais importante revista feminina do País. A jornalista reforçará a relevância da publicação para o público feminino.

Neste primeiro semestre a ação percorre onze praças, passando por Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Recife, Campinas, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

 Fonte: www.memoriadapropaganda.org.br/ noticias/20050...

Assinale a alternativa verdadeira:

A agência que criou o brilhantíssimo filme "Palmito" e as pessoas da revista Claudia que o aprovaram acreditando que retratava fielmente a mulher moderna, leitora de Claudia,  pensam que:

a) A mulher que é independente necessariamente não é feminina.

b) Abrir um vidro de palmito é sinal de independência.

c) Fazer o marido de palhaço é sinal de feminilidade.

d) É tarefa da mulher cozinhar para o marido.



Escrito por Blaithin De Bríd às 16h55
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   Fernanda Young I

O Barbie Killers também não é só para meter o pau!

Se tem coisa boa, a gente mostra!

Veja essa entrevista com a Fernanda Young na revista Claudia, edição de dezembro de 2005.

Desbocada, atrevida e delirantemente criativa

 
 
 

Ela andou recolhida nos últimos tempos e agora volta a mil por hora com um livro de poesias, um programa-solo na TV, uma peça de teatro, filmes e muitas novidades como roteirista da Globo, onde faz dupla com o marido. Supresa! A partir de janeiro, será também colunista de CLAUDIA. Capaz de provocar paixão e ódio, a escritora FERNANDA YOUNG abre a alma para você

por Déborah de Paula Souza | foto Bob Wolfenson

O seu primeiro livro de poesia, AS DORES DO AMOR ROMÂNTICO*, que será lançado no mês que vem, pela Ediouro, não deixa margem a dúvidas. Essa mulher fashion, tatuada e desbocada, que adora provocar a platéia com tiradas narcisistas, é de um lirismo absoluto. "Vou me expor demais e estou assustadíssima", confessa. Medos sempre fizeram parte da  história de Fernanda, 35 anos, autora de seis romances, entre eles ARITMÉTICA. Ela foi ou ainda é perseguida pelo pavor de ficar louca, de morrer de paixão ou de ter um "BAD HAIR DAY" (em tradução literal, mau dia de cabelo) - motivo pelo qual raspa a cabeça de vez em quando. Mas isso tudo nunca atrapalhou sua delirante produtividade. Famosa por sua participação na primeira temporada do programa SAIA JUSTA (GNT) e pelo roteiro de OS NORMAIS - série da TV Globo que acabou virando filme e selou o sucesso de sua parceria com o marido, o publicitário Alexandre Machado -, a escritora se prepara para atacar em muitas frentes em 2006. A dupla Young/Machado assina um quadro do FANTÁSTICO, que entra no ar em janeiro, com Luís Fernando Guimarães no papel do protagonista Franco; o sitcom MINHA NADA MOLE VIDA, ainda sem data para estrear; e um roteiro cinematográfico para o SUPERCINE. Sem contar o filme MUITO GELO E DOIS DEDOS D'ÁGUA, cujas gravações, comandadas por Daniel Filho, já começaram.

Para desespero dos desafetos, que dizem que o mérito do sucesso é do marido e não dela, a escritora estréia em março um programa-solo no GNT - ALGO A MAIS QUE FERNANDA YOUNG - e comemora a chegada ao teatro de uma adaptação de seu primeiro romance, VERGONHA DOS PÉS, sob a direção de José Possi Neto.

CLAUDIA
POR QUE TANTA GENTE ADORA ODIAR VOCÊ?
FERNANDA
Só pode ser inveja! Ser jovem e bonita me prejudicou muito. Já tive vontade de avisar: "Sosseguem, a beleza passa, eu também vou ficar velha".

CLAUDIA
QUANTOS ANOS VOCÊ TINHA QUANDO LANÇOU O PRIMEIRO LIVRO
FERNANDA
A mesma idade em que o Hemingway (o consagrado autor de O VELHO E O MAR) estreou, 26...

CLAUDIA
FALA SÉRIO, VOCÊ SE DIVERTE EM PROVOCAR...
FERNANDA
Eu adoraria ser uma escritora misteriosa, enigmática, mas em vez disso eu apareci no Saia Justa dando opinião sobre tudo. Por que tanta raiva? Onde será que eu mexi? Na internet, logo apareceram os blogs "Nós amamos Fernanda Young" e "Nós odiamos Fernanda Young", e a campanha de ódio me fez sofrer muito. Demorei para perceber que as paixões que eu provoco não me dizem respeito, as pessoas não me conhecem, elas só me imaginam. Mas eu não desprezo nem o afeto nem o desafeto. Preciso deles. Todo artista é carente.

CLAUDIA
COMO SERÁ SEU PROGRAMANOVO NO GNT?
FERNANDA
Uma espécie de fake reality, crônicas urbanas que mostrarão o quanto posso ficar irritada quando saio de casa. Ou então como uma mulher que sobrevive num apartamento com duas crianças, um monte de funcionários, motorista que quer dinheiro para gasolina, telefone que toca e, ao mesmo tempo, tem que escrever. Desta vez, não serei roteirista, vou atuar.

 


Escrito por Blaithin De Bríd às 15h53
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   Fernanda Young II

CLAUDIA
SUA PERSONALIDADE GERA MUITA POLÊMICA, MAS NINGUÉM FALA DOS SEUS LIVROS. ISSO INCOMODA?
FERNANDA
A crítica especializada é cruel comigo. Mesmo assim, meu último romance, ARITMÉTICA, permaneceu semanas na lista dos mais vendidos da VEJA. Descobri que resenhista de literatura é um cara que escreve livros e não consegue publicar, não vende, então age movido pelo rancor. Hoje, nos grandes jornais, existe um tipo de jornalista que parece polícia - ele tem uma arma na mão e é mal pago, então sai atirando. Não estou nem aí para os coronéis da cultura. Tenho quase dez anos de estrada, vim de Niterói, fiz supletivo e consegui realizar o meu sonho de infância, de ser escritora. Sou um exemplo para muitos brasileiros.

CLAUDIA
NÃO TEME ABRIR A GUARDA LANÇANDO UM LIVRO COM POESIAS DE AMOR?
FERNANDA
Estou assustadíssima, agora é que o pau vai comer. Sei que vou me expor como nunca publicando poemas que escrevi para descarregar a dor. Sempre detestei o termo "literatura feminina", mas minha poesia é uterina. Quando mostrei para o Alexandre, ele me disse: "Fernanda, não sofre assim".Eu respondi que não precisava tomar tão ao pé da letra... A verdade, porém, é que sou uma trovadora do amor. Até hoje me angustio pelo namorado dos meus 13 anos. Eu sofro por todos os amores que acabam. Outro dia, um amigo recém-separado comentou: "Me fugiu o chão". Essa expressão é maravilhosa, porque dá conta do abismo em que a gente cai. Que angústia, meu Deus.


Escrito por Blaithin De Bríd às 15h50
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   Fernanda Young III

CLAUDIA
E O QUE SENTE EM RELAÇÃO À MATERNIDADE?
FERNANDA
Desde o momento em que minhas filhas nasceram (Cecília Madonna e Estela May, gêmeas de 5 anos), sou dominada por uma crescente noção de bênção e de  responsabilidade. Mas eu não tinha a menor noção de nada, o primeiro ano foi um caos. Por que todos insistem na falsa imagem da plenitude materna? Fiquei com uma tremenda raiva dessa palhaçada e acho que presto um grande serviço ao avisar a leitora de CLAUDIA: você poderá ficar obesa, enfrentará problemas com a babá, sentirá pânico de que seus bebês morram e ainda vai ter de usar cinta durante meses!

CLAUDIA
COMO SE VIROU NO DIA-A-DIA?
FERNANDA
A tendência de qualquer mãe é se tornar uma chantagista indecente. Percebendo isso, fiz o possível para não cair no "teatro do amor". Mesmo assim, escorreguei em algumas cenas. Eu, que a vida inteira fumei, bebi e fiz o diabo, cismei que meu peito era sagrado. Que prepotência! Aí decidi amamentar as meninas até os 9 meses, não segurei a onda e parei no terceiro mês.

CLAUDIA
QUE TIPO DE MÃE VOCÊ É?
FERNANDA
Agradeço todos os dias por essas crianças, só com elas adquiri auto-estima. Nunca imaginei que eu fosse tão bacana a ponto de ter filho, essa é a verdade. Amo tanto que consegui me amar. Eu nem sabia que tinha de me amar, passei a vida preocupada em fazer com que o outro me amasse. Com a maternidade, realizei que, sem auto-estima, vou estar sempre em busca do amor no outro, e esse "outro" não é apenas o homem, mas a fama, a carreira, o elogio... Percebi que a única pessoa que pode preencher esse meu vazio sou eu mesma. Tenho de aprender a me nutrir, assim ficarei forte e ajudarei minhas filhas a serem fortes.

CLAUDIA
O QUE TANTO PRECISA PROVAR?
FERNANDA
Que eu sou linda, genial, inteligente, boêmia... Pretendo mostrar que eu sei que sou maluca e dou trabalho, mas que vale a pena ficar do meu lado, entende? É mais ou menos como ter um Jaguar. A manutenção é um pouco complicada, mas compensa.

CLAUDIA
É DIFÍCIL CONVIVER COM VOCÊ?
FERNANDA
Talvez seja necessária uma certa doação, porque eu posso precisar de um pouco mais de atenção. A minha irmã debocha dizendo que é indicado dar o melhor lugar do restaurante para mim, afinal eu tenho tantos problemas com o cosmo, a psique, o mundo interno, o cabelo...


Escrito por Blaithin De Bríd às 15h45
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Sabe quando você já ouviu uma mesma bobagem tantas vezes que se sente como se tivesse 476 anos?

É assim que me sinto todas as vezes que abro uma revista feminina ou um jornal, ou assisto a um programa de televisão e deparo com alguma matéria que reforça a idéia de que toda mulher, para ser feliz - ou simplesmente para ser considerada mulher - , deve seguir o "padrão Barbie de ser", que é: ser linda, gostosa, excelente profissional, excelente namorada/esposa, nunca ficar doente, nunca ficar de mau-humor, ser uma executiva importante de uma empresa importante, ser chique, comprar roupas caras e de grife, amar comer salada e grelhadinhos, gostar da música da modinha e, para não parecer sem personalidade, dizer que é "eclética".

É como aquele cara do circo que fica equilibrando pratos em cima de varetas, com uma vareta em cada mão, uma no pé, uma na testa e uma na boca. É assim que qualquer mulher vai se sentir se tentar preencher todos esses requisitos. Logo que um prato começar a rodar mais devagar e cair, os outros vão começar a cair também, e uma enxurrada de sentimentos de inadequação vão arrasar com a auto-estima da criatura. Quando ela menos esperar, vai estar de chapinha feita (já viu Barbie de cabelo crespo?), voltando  da Companhia Athletica aos prantos, carregando sua bolsinha Louis Vuitton, se perguntando por que não consegue namorar ninguém, já que ela fez tudo direitinho....

Se as mídias supostamente dirigidas ao público feminino não dão conta do recado, se, ao invés de ajudar as mulheres a crescerem e a se emanciparem, ficam reforçando mais e mais que elas devem se esfalfar para se enquadrarem num modelo inatingível, nós, Barbie Killers vamos ter que mostrar tudo o que está por trás dessa leréia!

Bem-vindos a este blog! Dêem suas opiniões, sugiram assuntos, participem!

Vamos assassinar essa bonequinha ridícula que querem que a gente seja!

 



Escrito por Blaithin De Bríd às 17h30
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